quarta-feira, 15 de junho de 2011

Autorun Malware - Ainda existem?

Desde 08/02/2011, a Microsoft iniciou o lançamento de atualizações para as plataformas Windows XP e Windows Vista, para tornar a funcionalidade "Autorun" mais segura previnindo a função de "Autoplay" de ser habilitada automaticamente (exceto para "shiny media" para CDs e DVDs).

Mas como estamos hoje em relação a essa ameaça? Qual a evolução da segurança para previnir ameaças que exploram essa brecha? Vamos dar uma olhada agora nesse histórico para podermos obter as repostas procuradas.

No ano de 2010 tivemos o maior índice crescente de ameaças que se utilizaram da funcionalidade "Autorun" para se propagar no mundo. Os top ofensores foram: Taterf, Rimecud, Conficker e Autorun.


O gráfico acima foi elaborado pela Microsoft e mostra o total de detecções ocorridas em 2010 em computadores utilizando uma ferramenta MMPC (Microsoft Malware Protection Center).

De fato, esse tipo de detecção caiu drasticamente após o lançamento de atualizações para Windows XP e Windows Vista, 59% e 74% respectivamente, em comparação aos números de 2010. O gráfico abaixo mostra a evolução após o lançamento do Service Pack 3 para Windows XP e dos Service Packs 1 e 2 para Windows Vista:


Os números começaram a diminuir após o lançamento das atualizações, em maio de 2011. Em números, estamos falando de 1.3 milhões de detecções a menos.

Algumas pessoas ainda assim se perguntam: "Porque esses números então não foram reduzidos a zero?!" A resposta é tão simples quanto: Esse tipo de ameaça utiliza diversas vertentes para propagação: Se replicam por compartilhamentos de redes, senhas fracas em compartilhamentos, tentam explorar velhas vulnerabilidades na esperança de que estas não tenham a sua devida correção aplicada, pegam "carona" em outros tipos de malware (downloaders e droppers) e claro, a velha e boa engenharia social.

Vale lembrar também que as ferramentas de segurança evoluiram: anti-malware, sistemas de IPS/IDS, entre outros. Hoje em dia já é possível se criar regras customizadas em tais sistemas, no intuito de detectar e bloquear arquivos maliciosos que tentem inserir um autorun.inf no sistema.

A tendência é que esse número seja reduzido cada vez mais com a evolução das pesquisas de segurança. Por outro lado, existe a evolução do malware também, que se aperfeiçoa contra as ferramentas de detecção. Uma coisa é certa: "A batalha não tem fim!!!"

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